‘A gente só quer encontrar ele, seja vivo ou morto’, diz tio de vítima

O rompimento da barragem da Mina do Feijão, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), deixou cerca de 299 desaparecidos e ao menos nove mortos.

João Coelho dos Santos, 56 anos, é tio de um dos desaparecidos. “Meu sobrinho é como um filho pra mim. A gente só quer encontrar ele, seja vivo ou morto”, lamentou em entrevista ao jornal Estado de Minas.

O mototáxi Luiz Custódio de Souza contou que conhecia inúmeras pessoas que trabalhavam na Vale. Uma vizinha, que prestava serviços nas proximidades da Pousada Nova Estância, se salvou do rompimento da mina do Feijão e conversou com ele. “Ela me disse que escutou um grande barulho. Quando ela viu, a lama estava vindo. Daí, ela pegou a filha pelos braços e saiu correndo. A menina tem só 8 anos”, conta.

Mauro Fonseca, de 75 anos, já localizou um parente mas ainda aguarda notícias sobre outro. “Meus sobrinhos faziam serviços pra Vale. O Ronaldo conseguiu escapar com um caminhão. A gente conseguiu falar com ele. Só que o Rogério não. A irmã dele está desesperada. A gente liga, mas só dá caixa-postal. Ele estava no refeitório” disse.




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