Bolsonaro acusa presidente dos Correios de sindicalismo e anuncia sua demissão

Na manhã desta sexta-feira, 14, o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), anunciou a demissão do presidente dos Correios, general Juarez Aparecido de Paula Cunha. Ele chegou a dizer que o titular havia agido “como sindicalista” em ida ao Congresso Nacional.

Bolsonaro se refere à participação do general em uma audiência pública, no dia 5 de junho. Na ocasião, Cunha fez críticas à privatização da estatal, tão defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e pelo próprio chefe do Executivo.

“É uma empresa estratégica, autossustentável, insubstituível. Uma empresa cidadã, orgulho do Brasil”, disse o presidente dos Correios no evento, o que agradou a plateia de sindicalistas e servidores da estatal, mas, por outro lado, desagradou o Governo Federal, culminando na decisão pela exoneração do titular.

Além disso, no dia, Cunha posou para uma foto com o grupo que participava da audiência, onde estavam deputados do PT e do PSOL. A venda dos Correios é anunciada como prioridade de Bolsonaro após a aprovação das reformas. “Já dei sinal verde (…). A orientação é que a gente explique por que é necessário privatizar”, disse em entrevista recente à revista Veja.

Com isso, mais um militar deixa o Governo Bolsonaro. Na quinta, 13, foi a vez de Santos Cruz, demitido da Secretaria de Governo, e substituído pelo general do Exército Luiz Eduardo Ramos.




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