Bretas: investigar supostas regalias a Cabral na prisão é papel do MP

Um ano após a prisão do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, o juiz Marcelo Bretas, que ordenou a detenção do político, falou ao jornal O Globo sobre supostas regalias favoráveis ao peemedebista na cadeia de Benfica, no Rio de Janeiro.

“Muito é dito, mas pouco é trazido à Justiça. Quando foi trazido, eu decidi (enviou Cabral a Curitiba). Tenho Tenho a responsabilidade de decidir, mas, infelizmente, as questões não têm sido trazidas para serem avaliadas. Isso é uma atribuição do Ministério Público Federal e Estadual”, comentou.

O magistrado também falou sobre o comentário de Cabral durante um depoimento, segundo o qual a família do juiz teria um grande negócio envolvendo bijuterias.

“Mais importante do que ter recebido como ameaça, foi a informação de que ele (Cabral) estava recebendo dados (na cadeia). Além de falar que minha família trabalha com bijuterias, o que é público, ele disse que era a maior do estado, o que não é público. Tive a impressão de que foi uma mensagem subliminar. Ele fala: “Foi a informação que me chegou”. Tive uma primeira impressão de que poderia estar passando uma mensagem de intimidação com informações que não eram públicas. Não vi propriamente uma ameaça, mas uma forma de intimidação, porque ele mencionou uma informação que não é de domínio público. Se tem uma coisa que não admito, é alguma forma de me intimidar a não fazer meu trabalho.”




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