Depoimento de taxista contradiz versão de ‘Dr. Bumbum’

O depoimento dado à polícia pelo taxista que conduziu a bancária Lilian Calixto ao local em que ela fez o procedimento estético com Denis César Barros Furtado, o “Doutor Bumbum”, preso nessa quinta-feira (19), contradiz a versão do médico. A vítima morreu na madrugada do último domingo (15).

Em depoimento, o taxista afirmou que, após conduzir a bancária até o apartamento do médico, ele a esperou por mais de 11 horas, depois de concordar em levá-la para casa ao fim da operação, mas ela nunca saiu do prédio.

Na versão do taxista, “Dr. Bumbum” teria descido o prédio e oferecido R$ 300 ao motorista pelo tempo que ele havia esperado por Lilian, alegando que a bancária ficaria em seu apartamento para um jantar. Aos jornalistas, o médico afirmou que não lembrava de ter falado com o taxista. “Nem conversei com ele”, disse.

Pouco antes de ser preso durante a tarde de domingo, ele postou um vídeo em seu perfil do Instagram dizendo que o procedimento com Lilian tinha corrido “muito bem” e que seis horas depois ele a levou para o hospital, onde teve uma parada cardíaca.

“É um mistério ainda a causa da morte. Mas é uma injustiça o que estão falando de mim na televisão. É uma injustiça me acusarem de não ser médico, eu tenho CRM [registro profissional] ativo. É uma injustiça dizerem que é um procedimento que não é habilitado”, declarou no vídeo publicado nas redes sociais.

Porém, em entrevista coletiva concedida a jornalistas poucas horas depois, “Dr. Bumbum” apresentou uma versão diferente. “Realizamos o procedimento por volta de 18h, 19h, no turno da noite. Ela se levantou bem, saiu bem da maca. Mais ou menos 23h ela estava indo embora pro hotel dela, já com o taxista dela esperando na porta”, afirmou.




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