“É injustificável que se comece a fazer uma investigação pela prisão”, diz advogado de Marconi

“A investigação é bem vinda, até para provarmos de vez que o Marconi não cometeu nenhum ilícito. O que não podemos admitir é que essa investigação se dê de forma arbitrária, de forma injusta”, afirma advogado do ex-governador

O habeas corpus concedido ao ex-governador Marconi Perillo pelo desembargador Olindo Menezes, da 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) nesta quinta-feira (11/10) coloca as investigações nos eixos e confirma a previsão da defesa de que a decisão pela prisão seria revogada, afirmou na noite de hoje, por meio de vídeos nos quais comenta a decisão, o advogado Carlos Antônio de Almeida Castro, Kakay. Segundo ele, a prisão preventiva é “injusta” e se deu “sem fundamentação”, especialmente diante dos outros hcs concedidos aos demais investigados.

“A defesa desde o início sabia que essa decisão seria revogada. Uma decisão injusta, sem fundamentação. Nós já havíamos ganhado outras duas decisões na mesma operação. É injustificável que se comece a fazer uma investigação pela prisão”, disse Kakay em um dos vídeos. “A liminar que dá a liberdade ao ex-governador Marconi – espero – coloca nos eixos a investigação, para que nós possamos fazer uma investigação dentro dos limites da constituição federal”, afirmou ele.

Na outro comentário, Kakay afirma que o procurador agiu com “certa passionalidade”, e que “não é crível que um procurador da República como este do caso venha apresentar no nosso habeas corpus aqui sem ter legitimidade para tal. Isso representa uma certa passionalidade, um certo interesse pessoal”.

“O que nós queremos? Que a investigação se dê dentro dos limites constitucionais, preservando os direitos e garantias que todo cidadão deve ter”, disse Kakay. “Marconi não tem nenhuma preocupação com a investigação. Tanto é que mesmo depois da prisão, ontem, ele falou cinco horas esclarecendo todos os fatos. Provaremos com tranquilidade a inocência”, disse.

“A defesa vem dizendo, desde o início, que a prisão e Marconi é arbitrária, injusta, ilegal e inconstitucional. Causa estranheza esse juiz ter determinado a prisão mesmo a defesa já tendo ganhado duas outras duas liminares para a liberdade”, disse Kakay. “Basicamente foi uma maneira de burlar as decisões anteriores”, afirmou.

“Não é crível que um procurador da República como este do caso venha apresentar no nosso habeas corpus aqui sem ter legitimidade para tal. Isso representa uma certa passionalidade, um certo interesse pessoal”, disse Kakay. “Causa estranheza esse juiz ter determinado a prisão mesmo a defesa já tendo ganhado duas outras duas liminares para a liberdade. Basicamente foi uma maneira de burlar as decisões anteriores”, afirmou.

Leia, na íntegra o que afirma Kakay nos vídeos, na ordem em que foram divulgados.

VÍDEO 1:
A defesa vem dizendo, desde o início, que a prisão e Marconi é arbitrária, injusta, ilegal e inconstitucional. Causa estranheza esse juiz ter determinado a prisão mesmo a defesa já tendo ganhado duas outras duas liminares para a liberdade. Basicamente foi uma maneira de burlar as decisões anteriores.

Marconi não tem nenhuma preocupação com a investigação. Tem segurança de que será inocentado. Ocorre que esta investigação tem que ser feita dentro das garantias individuais e constitucionais. Não é crível que um procurador da República como este do caso venha apresentar no nosso habeas corpus aqui sem ter legitimidade para tal. Isso representa uma certa passionalidade, um certo interesse pessoal.

Nós temos a tranquilidade de dizer que todas as pessoas podem ser investigadas porque ninguém está acima da lei, mas queremos uma investigação correta, dentro dos limites constitucionais.

VÍDEO 2:
A defesa desde o início sabia que essa decisão seria revogada. Uma decisão injusta, sem fundamentação. Nós já havíamos ganhado outras duas decisões na mesma operação. É injustificável que se comece a fazer uma investigação pela prisão.

Marconi não tem nenhuma preocupação com a investigação. Tanto é que mesmo depois da prisão, ontem, ele falou cinco horas esclarecendo todos os fatos. Provaremos com tranquilidade a inocência. O que nós queremos? Que a investigação se dê dentro dos limites constitucionais, preservando os direitos e garantias que todo cidadão deve ter.

Ninguém está acima da lei. A investigação é bem vinda, até para provarmos de vez que o Marconi não cometeu nenhum ilícito. O que não podemos admitir é que essa investigação se dê de forma arbitrária, de forma injusta.

A própria operação, há poucos dias da eleição, já foi com cunho eleitoreiro e a prisão agora era injustificável. Felizmente, a liminar que dá a liberdade ao ex-governador Marconi – espero – coloca nos eixos a investigação, para que nós possamos fazer uma investigação dentro dos limites da constituição federal.




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