Iris não faz repasse e creche pode ser fechada

A creche São Judas Tadeu, localizada no Setor Coimbra, em Goiânia, suspenderá as suas atividades devido ao atraso no repasse da Prefeitura de Goiânia a partir da próxima segunda-feira (14). A unidade é filantrópica e depende do recurso para o pagamento dos funcionários e compra de materiais escolares. Com o funcionamento em tempo integral, a unidade escolar atende hoje 120 crianças de dois a cinco anos.

Segundo a coordenadora da unidade, Carolina Araújo Costa, o Executivo Municipal deveria fazer o repasse mensal de R$ 19,8 mil para a creche. Porém, nenhum pagamento referente a este ano foi realizado. “Para o acesso ao próximo pagamento, nós temos que realizar uma prestação de conta com tudo o que é realizado”, explica.

A creche, que existe há 38 anos, conta que sempre houve atrasos da Prefeitura. Ela cita como exemplo o pagamento dos meses de janeiro e fevereiro de 2017, que só começaram a serem pagos em abril do mesmo ano. Já o mês de abril, só foi quitado em outubro passado.

Carolina destaca que os pais fazem doação de acordo com o que podem e que esse recurso arrecadado é destinado para pequenos reparos na unidade. Mas, com a falta de pagamento da prefeitura, o dinheiro dos familiares dos alunos está sendo utilizados para o pagamento dos 18 funcionários da instituição. “Tivemos uma reunião nesta manhã (11) e realizamos uma prestação de contas com os pais sobre a destinação do dinheiro deles. Temos uma relação muito próxima com eles e são eles que nos ajudam”, reitera.

A coordenadora explica que, para a assinatura do convênio, a Prefeitura exige que 10% das vagas sejam reservadas para alunos que estão cadastrados no sistema do Executivo Municipal. “Temos a declaração assinada que destaca a renovação do convênio”, afirma.ãe de um aluno de 2 anos, a secretária Morgana Mendonça relata que fica preocupada com a suspensão das aulas. Ela fez o cadastro em agosto de 2017 para que seu filho começasse a estudar neste ano. “Demorei muito para encontrar essa vaga. E isso nos preocupa, pois vários pais não têm aonde deixar seus filhos. Meu filho, por exemplo, ficará bastante chateado, pois ele gosta do lugar”, frisa.

Morgana lembra que gosta muito do atendimento do local e faz o que pode para ajudar o lugar, mas que o repasse é necessário. “É uma unidade sem fins lucrativos. Apesar da ajuda dos pais, alguns não podem ajudar direto ou com grande quantia. A prefeitura deve olhar para essa situação, pois não podemos ficar desamparados”, completa




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