MG enfrenta surto com síndrome mão-pé-boca; conheça a doença

ANSA – Quando as crianças começam a ir à escola, estão mais suscetíveis ao contágio de doenças. Desde o início do ano, o surto da síndrome mão-pé-boca, uma doença pouco conhecida, tem gerado preocupação ao pais.

Em 2018 já foram registrados mais de 100 casos da doença em Minas Gerais, de acordo com a Secretária de Estado de Saúde. A Síndrome não é considerada uma Doença de Notificação Compulsória, por isto são notificados apenas as situações que ocorrem surtos.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, foram contabilizados duas epidemias da enfermidade esse ano, com 35 crianças diagnosticadas com a síndrome, cerca de 32% do índice registrado no estado.

O que é a síndrome mão-pé-boca?

A síndrome mão-pé-boca é transmitida pelo enterovírus 71, também chamado de vírus cosxackie, da família das enteroviroses. A síndrome leva esse nome, pois a sua característica é a presença de feridas avermelhadas na planta dos pés, mãos e interior da garganta.

A síndrome mão-pé-boca afeta principalmente crianças menores de 5 anos, mas também pode atingir adultos que entram em contato com a mucosa ou fraldas de uma criança infectada. Sua incidência pode aumentar até 20% no outono e no inverno, por conta da imunidade ficar mais baixa no período.

Os primeiros sintomas da síndrome mão-pé-boca são febre de 38 a 39 graus e dores de garganta. Após dois dias, aparecem lesões (feridas avermelhadas) na região dos pés, mãos e interior da garganta, que podem ou não se espalhar para as coxas e nádegas. Em alguns casos a criança não apresenta sintomas aparentes.




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