Morto por choque elétrico em poste tiraria férias no dia seguinte

Após quase dois anos de trabalho, Nilton César da Silva Santos, 20 anos, exercia seu último dia de expediente como auxiliar de eletricista antes das sonhadas férias. Primeiro emprego, Nilton não chegou a desfrutar do benefício. Nem da casa própria que acabara de comprar em um financiamento. No mesmo dia, ele morreu após levar um choque enquanto realizava um serviço em um poste da Rua da Colônia, em Itamaracá, Litoral Norte de Pernambuco.

Muito abalado, o tio dele, o advogado Paulo Fernando, esteve neste domingo (14) no IML para liberar o corpo do sobrinho. A família agora busca respostas e quer justiça.

“Um informação importante é que ele estava aprendendo, mas não era eletricista. Ele era ajudante de eletricista. Em termos de documentos ele não podia subir no poste. Ele podia armar escada, auxiliar o eletricista, mas ele não podia, em hipótese alguma, subir no poste”, afirmou o Paulo Fernando.

“A família busca um culpado. Não sabemos se houve negligência ou imprudência, mas queremos saber o que aconteceu”, continuou o tio.  Nilton deu entrada no Hospital de Itamaracá às 13h13 do sábado (13). Ele chegou à unidade com vida, mas estava muito debilitado. Ele recebeu várias doses de adrenalina, mas não resistiu e faleceu.

O corpo de Nilton será velado às 16h na Capela São Sebastião, no Centro de Carpina, na Zona da Mata do estado. O enterro será logo em seguida, no cemitério público da cidade. Nilton morava no município e deixou um filho de cinco anos.

Segundo Paulo, Nilton tinha muitos planos. Após completar 18 anos, conseguiu o emprego na terceirizada que presta serviço para a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe). “Ele tinha acabado de conseguir um financiamento e comprado uma casa. E ele estava planejando morar nessa casa em breve. Mas ele não chegou a morar nem a dormir nenhuma noite”, contou.

Celpe diz que acidente ocorreu por causa de fiação clandestina

A Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) informou que uma inspeção preliminar identificou que a morte de Nilton César foi provocada por uma rede de internet energizada por ligação clandestina. “A concessionária desligou a ligação ilegal e aditará as informações ao Boletim de Ocorrência para que a autoridade policial adote as medidas necessárias. A Celpe reforçar que ligação clandestina é crime, prejudica o fornecimento e, sobretudo, coloca em risco a vida de pessoas”, concluiu em nota.

Fonte: OP9




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