MP investiga gráfica clandestina flagrada com material do “honestão” Ronaldo Caiado

O Ministério Público de Goiás (MPGO) abriu investigações contra uma gráfica clandestina em Jesúpolis (GO) supostamente usada para imprimir  material de campanha política com imagens do pré-candidato ao governo de Goiás Ronaldo Caiado (DEM) e do pré-candidato a deputado estadual Guilherme Fayad (DEM).

Segundo o promotor que cuida do caso, Everaldo Sebastião, a fábrica funcionava em área pública destinada a uma indústria calçadista. No entanto, um parque gráfico foi instalado no local. “O galpão era da prefeitura e foi cedido a Semi Gidrão e Guilherme  Fayad para montarem uma empresa de calçados. Então, foi feito um comodato (contrato de cessão) no prédio para essas duas pessoas. Ao invés de sapatos, a produção era de material político”, destacou. “Entramos em contato com o prefeito (Wygnerley). Ele averiguou a situação e constatou a veracidade da denúncia”, completou.Em seguida, conforme informou o promotor, as polícias militar e civil foram acionadas. A operação apreendeu os folhetos de campanha e as pessoas que trabalhavam no local foram encaminhadas para a delegacia. “O material recolhido será submetido à perícia. O procedimento foi lavrado, a principio, pelo artigo 374 do Código Eleitoral. As investigações continuarão, porque primeiramente trata-se de desvio de finalidade”, declarou. “Ainda pode haver improbidade e uma série de questões envolvidas da área cível.  Na penal, há possibilidade de crime  de falsidade ideológica e formação de quadrilha”, avalia o promotor.

Crime eleitoral
Os resultados da perícia apontarão se os folhetos apreendidos configuram ou não propaganda extemporânea. Em caso positivo, o conteúdo não poderia ser produzido, pois o período para fazer campanha política começa em 16 de agosto. Além disso, o material deve conter CNPJ e entrar em prestação de contas. Para Everaldo Sebastião, há suspeita de caixa 2 no caso, classificado por ele como “crime muito grave”.

“Embora, não haja nenhuma previsão específica de caixa 2, o caso pode se enquadrar em diversas questões, como abuso do poder econômico, que dá sérios problemas eleitorais aos envolvidos”, ressaltou ao mencionar que, a princípio, “o dono do maquinário é Semi Gidrão e Guilherme Fayad era uma das pessoas que ganhou o galpão para mover essa empresa calçadista”.

O promotor também enfatizou que, nas questões eleitoral e criminal, é preciso provar a participação direta do candidato.”No curso da investigação, nós vamos buscar esses esclarecimentos. Pelo menos, se ele (Ronaldo Caiado) autorizou ou se ele sabia da irregularidade”. O caos será remetido à Procuradoria Regional Eleitoral e às Polícias Federal e Civil.


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