PF aperta segurança em casa de Bolsonaro no Rio, e condomínio coloca grades

O esquema de segurança no condomínio onde mora o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), no Rio, foi reforçado nesta sexta-feira (19). Por orientação da administração da propriedade, grades foram colocadas na calçada para delimitar o fluxo de veículos e pedestres.

Além disso, agentes da Polícia Federal se posicionaram na guarita de entrada e, com prancheta na mão, passaram a fazer o controle de acesso dos que tentam visitar o político —que mora na avenida Lúcio Costa, área nobre da Barra da Tijuca, na zona oeste carioca.

O protocolo de segurança é diferente do que vinha sendo adotado nos últimos dias. A reportagem do UOL apurou com um agente da PF que houve um “replanejamento” para “aparar arestas”. O policial não quis revelar detalhes e também não comentou se o candidato teria sido ameaçado ou algo do tipo.

Segundo um dos porteiros do condomínio, a instalação de grades na entrada nunca havia acontecido. Ele também não quis explicar o motivo da preocupação, limitando-se a dizer que se tratava de “norma da administração”.

O gradil não impede a livre circulação de pedestres, mas os obriga a desviar até a extremidade da calçada. Questionados se isso não configuraria apropriação do espaço público, funcionários preferiram não comentar. A reportagem não conseguiu contato com o administrador do condomínio.

Bolsonaro recebeu na manhã de ontem a visita de um grupo de militantes, com pessoas que faziam parte do grupo “Revoltados Online”, no Facebook. Recebida a autorização para que entrassem, todos passaram por revista dos agentes da PF, já na guarita, e tiveram que abrir bolsas e mochilas.

Um carro da Polícia Militar tem se posicionado rotineiramente a cerca de cem metros da entrada do condomínio. Além disso, veículos da Polícia do Exército fazem rondas constantes pela avenida Lúcio Costa, fato que tem chamado atenção de moradores.

Em uma transmissão ao vivo nas redes sociais, na quinta (18), Bolsonaro afirmou que, apesar de ter sido liberado pelos médicos, não pretende realizar viagens a outros estados por conta do risco de um novo ataque.

Fonte: UOL




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