Promotoria de Seul pede 30 anos de prisão para ex-presidente

A Promotoria do Distrito de Seul pediu 30 anos de prisão à ex-presidente sul-coreana Park Geun-hye, destituída no ano passado, em um processo de impeachment sob acusação de corrupção, abuso de poder, extorsão, difusão de documentos confidenciais e outros 14 crimes. O processo judicial, que corre em primeira instância e foi batizado de “Rasputina”, inclui outros réus, mas a ex-presidente é a principal acusada. O Distrito Central de Seul deve fixar hoje a data para a leitura do veredicto, entre o fim de março e começo de abril. Além dos 30 anos de prisão, a Promotoria pediu uma multa de 118,5 bilhões de wons (cerca de R$ 110,5 bilhões).

Caso seja declarada culpada, Park Geun-hye será a terceira ex-presidente do país a enfrentar uma condenação. Park, de 66 anos e filha do ditador e modernizador Park Chung-hee, não assistiu à sessão de hoje do julgamento, argumentando que tanto o processo quanto sua prisão preventiva, declarada há um ano, violam seus direitos fundamentais. O Tribunal Constitucional destituiu Park no dia 10 de março de 2017, após ratificar uma resolução adotada pela Assembleia Nacional (Parlamento) em dezembro de 2016. Vinte dias depois, ela foi presa por ordem de um tribunal de Seul e, desde então, aguarda o fim do julgamento na cadeira. A cassação de Park Geun-hye fez com que fossem antecipadas as eleições para maio, vencidas por Moon-Jae-in.

A Promotoria diz que Park e sua amiga Choi Soon-sil, conhecida como “Rasputina”, extorquiram mais de US$ 50 milhões de diversas empresas, entre elas a Samsung, em troca de favorecimentos com o governo sul-coreano.




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