Vereadores querem explicações de Fátima Mrué sobre trabalho em três empregos

No primeiro semestre do ano passado, a secretária teria acumulado funções em três locais diferentes, um em Brasília

O vereador Elias Vaz (PSB) apresentou em sessão nesta terça-feira requerimento, também assinado pelo delegado Eduardo Prado (PV) e Cristina Lopes (PSDB) e outros , questionando a secretária Municipal de Saúde, Fátima Mrué, sobre o recebimento de salários de três fontes diferentes de janeiro a junho do ano passado: na prefeitura de Goiânia, no governo do Distrito Federal e na Universidade Federal de Goiás. “Queremos saber como ela conseguiu prestar serviço nos três órgãos, o horário de trabalho em cada um deles e qual foi a base jurídica que permitiu acumular emprego em três órgãos públicos ao mesmo tempo”, afirma Elias Vaz.

Fátima Mrué assumiu a Secretaria Municipal de Saúde em janeiro de 2017, com salário de quase R$14 mil. Apesar disso, continuou recebendo do governo do Distrito Federal até junho, somando mais de R$80 mil, de acordo com o Portal da Transparência. Em 11 de maio do ano passado, o Diário Oficial da União publicou autorização para ceder a então professora ao Município. “Ou seja, depois de cinco meses da data em que ela assumiu o cargo de secretária. No entanto, ela continuou recebendo da UFG”, explica Elias. O último registro de pagamento no Portal da Transparência do governo federal é de abril de 2018, no valor bruto de R$4.046.

“A secretária disse hoje à imprensa que é um equívoco, alguma questão burocrática. Mas essa burocracia que ela alegou está saindo cara. Tudo o que apresentamos está documentado, a secretária deve explicações não só aos vereadores, mas à sociedade”, ressalta Elias Vaz. Ele completa que pretende encaminhar o caso para investigação do Ministério Público.




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